A favela e sua história.

outubro 28, 2009

A Favela

A Favela

“Chega no morro
Com carregamento
Pulseira, cimento
Relógio, pneu, gravador”

Chico Buarque

Conjunto de casebres, densamente povoados e construídos de maneira precária. Essa é a definição do lugar onde um bilhão de pessoas (de acordo com dados das Nações Unidas) vive atualmente no mundo, enfrentando a falta de infraestrutura (como falta de água potável, eletricidade, saneamento e outros serviços básicos), baixa qualidade de vida, limitação dos poderes financeiro (isso ocorre na maioria dos casos, onde temos elevadas taxas de pobreza, desemprego, ou os moradores fazem “trabalhos informais”) e aquisitivo (quando há áreas com edificações inadequadas), e muitas vezes degradação urbana e superlotações. Além disso, assentamentos informais enfrentam muitas vezes as conseqüências das catástrofes naturais e artificiais, tais como deslizamentos de terra, tempestades, incêndios.

Ainda com todos esses problemas, adultos, idosos e crianças, famílias inteiras, vivem e convivem em uma comunidade que, mal vista pelos que estão de fora, funciona e cresce cada dia mais em todo Brasil. O estado de vida dessas pessoas não é atual, e o estudo do modo de vida e das causas decorrentes desse, não pára. Uns procuram uma solução, outros, porém, somente apontam os problemas e prejuízos que daí provém.

História da favela no Brasil

Com o declínio do mercado negreiro, ex-escravos e outras parcelas da população acabaram se fixando em fundos de vale e encostas de morros, que, por estarem dentro da cidade, ficavam mais próximos do mercado de trabalho. Com o desenvolvimento da economia brasileira durante o século 20, esses espaços também foram sendo ocupados, pouco a pouco, pelas pessoas que saíam do campo em busca de melhores condições nos centros urbanos, mas que não podiam pagar para morar nas áreas nobres, assim, isso levou ao crescimento dos domicílios em favelas. Apesar de tantas características negativas, o jornal O Globo, em uma pesquisa feita em 2007, constatou que apenas 15% dos moradores cariocas gostariam de deixar o morro. A pesquisa também revela que 97% das casas das favelas cariocas têm TV, 94% geladeira, 59% DVD, 55% celular, 48% máquina de lavar e 12% têm computador. Depois de citadas tantas características negativas das favelas, perguntamos por que então apenas uma pequena porcentagem gostaria de deixar o morro.

Podemos ter uma base da resposta lendo o depoimento de uma moradora de favela do Rio de Janeiro: “Como moradora de uma favela da zona norte carioca, afirmo que entre lutas contra remoção e reivindicações pela melhor infraestrutura na favela, existem pessoas com muita história para contar. Mesmo com as dificuldades e problemas da vida, tem alegria para continuar nessa labuta diária. Trabalhadores, batalhadores, são a maioria. E seja num morro ou numa planície, comunidade é um termo que não exprime o mundo que existe dentro das favelas.”

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