chico-buarque1

Chico Buarque de Holanda (1944)

Conhecido principalmente como compositor e cantor de música popular, Francisco Buarque de Holanda, que nasceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1944, filho de Sérgio Buarque de Holanda, um importante historiador e jornalista brasileiro e de Maria Amélia Cesário Alvim, também participou da dramaturgia e da literatura ficcional. Sempre revelou interesses pela música – interesse que foi bastante reforçado pela convivência com intelectuais como Vinicius de Moraes e Paulo Vanzolini. Em 1953, suas primeiras “marchinhas de carnaval” são compostas.  
Chegou à vida universitária no início da década de 1960, quando ingressou no curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU). Cursou dois anos e parou em 1965, quando começou a se dedicar à carreira artística. Neste ano, lançou Sonho de Carnaval, inscrita no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, transmitida pela TV Excelsor, além de Pedro Pedreiro, música impregnada de preocupações sociais, e fundamental para experimentação do modo como viria a trabalhar os versos, com rigoroso trabalho estilístico morfológico e politização. A primeira composição séria, Canção dos Olhos, é de 1961. A época dos anos 60 foi de auge do movimento popular e estudantil que precedeu o golpe militar de 1964. Outras composições líricas criadas foram Olê, olá, Carolina e A banda, esta vencedora do II Festival de Música Popular Brasileira (São Paulo, 1966). Ao decretar-se o ato institucional nº 5, em dezembro de 1968, a música popular brasileira se polarizava em torno de dois nomes e estilos: Caetano Veloso, vanguardista e líder do tropicalismo, e Chico Buarque, que freqüentemente apelava para a música da década de 1930, especialmente a de Noel Rosa. Ambos foram vítimas da censura do regime, que lhes vetava grande parte das composições, e se auto exilaram na Europa. Com o já citado Vinícius de Morais e Toquinho, Chico compôs o Samba de Orly, sua canção do exílio. Para o teatro, Chico Buarque compôs a música da peça Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto, e do Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles. Escreveu, com parceiros, peças e músicas como Roda viva (1967), Calabar (1973), Gota d’água (1975) e Ópera do malandro (1979). Publicou e encenou textos infantis, sua mais famosa adaptação foi de Os Saltimbancos (1977) e escreveu a novela Fazenda modelo (1974) e o romance Estorvo (1991), além de outras obras mais recentes

Curiosidades

– Quando jovem, Chico gostava de ler os clássicos da literatura francesa, alemã e russa e só se interessou pela literatura nacional quando um colega de escola o criticou por ler apenas livros estrangeiros.

Chico foi casado com a atriz Marieta Severo com quem teve três filhas: Sílvia, Helena e Luiza. Em 1997, após trinta anos de união e boatos de casos extraconjugais de Chico, o casal se separou.   

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: